sábado, 28 de agosto de 2010


Bom galera, sempre posto aqui "dicas" engraçadas, ou não, mas agora vim dizer algo realmente serio...

o assunto é: mais de UM BILHÃO(1.000.000.000) de pessoas sofrem de fome crônica e não é o tipo de fome que sentimos entre o café da manhã e o almoço,mas sim uma fome de DIAS sem comer.

Isto está errado,não acham??Afinal, são pessoas como eu e você,como sua família, amigos,etc..
Bom,para isso,quero que assinem e repassem uma petição contra a fome no mundo
o link é:
http://www.1billionhungry.org/vanessa69/



"Nós,os que apoiamos esta petição achamos inaceitável que perto de um bilhão de pessoas sofra de fome crônica.Através das nações unidas,pedimos aos governos considerem a eliminação da fome como sua máxima prioridade até que esse objetivo seja atingido"

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Incertezas

ELA

Estava aqui, deitada no sofá que ficava de frente pra varanda, era quase fim da tarde, as gaivotas faziam aquele espetáculo no céu junto com aquele sol de alaranjado surpreendente.

Não percebi... Mas acho que devo ter fechado os olhos por alguns instantes...
(...)

De repente, o “eu” transformou-se em nós. Em nós.

Estava ali. Frente -a- frente com ele. E agora, consegui olhar em seus olhos. Nossas testas se encontraram. Nossos olhos fecharam-se. Nossas mãos grudaram-se. E, posso dizer-lhes, eu estava tão calma por fora... Por fora.
Sei que nosso silêncio já estava falando tudo, por mais contrario que seja, mas, eu amo a voz dele, amo.

“Te amo” aquilo completou tudo. Tão perfeito... Tão perfeito...

Um olhar penetrante foi lançado. Parecia que líamos tudo um do outro: sonhos, medos, lembranças, desejos. E eu chorei, é, chorei.

Depois disso, os nossos lábios se tocaram. Eu podia dizer que estava tremendo, mas acho que vocês pensariam que era exagero.
Sentamos na areia e deixamos a água das ondas baterem nos nossos pés. O sol se pondo me lembrava alguma coisa. Hum.

Encostei a cabeça em seu ombro, não consigo explicar tamanha felicidade, eu poderia tentar, mas as palavras talvez ficassem confusas demais, que nem valeria apena.
Não percebi... Mas acho que devo ter fechado os olhos por alguns instantes...
(...)

Uma lágrima ainda escorria dos meus olhos quando abri-los. A noite tinha tomado conta do dia.
E eu fico aqui imaginando, o que será que vem depois da perfeição? Porque, isto já não será bastante para quando isso realmente acontecer.
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ELE

Dizem que nunca nos lembramos do começo dos sonhos.Nunca.

Me recostei na cama,cansado da rotina igual,cansado para pensar o que faria a seguir,cansado para tudo.

Somente fechei os olhos e pensei em algo bom,algo que me fazia feliz.

-Lindo o pôr-do-sol não?-Ela pergunta
-Perfeito

Estávamos numa praia,encostados numa pedra grande,conversando sobre como foi o dia de cada um,dando risada sem pensar
Eu ainda estava consciente do que estava pensando.

Por incrível que pareça,a lembrança de algo que nunca tinha acontecido me fez esquecer o quanto o dia me fez cansado.Aquele pensamento me deu esperança de algo,algo que não tinha certeza do que era,mas era bom sentir.Ele me deu energia.

Algo que achei estranho foi que o pôr-do-sol virou um amanhecer,mais lindo que horas atrás.Em segundos,uma transformação tão bela diante de nossos olhos.

(...)

-Eu nunca te deixarei,por nada neste mundo

Ela segurou a minha mão e me deu um abraço.Nos olhamos alguns instantes.O beijo,os lábios dela junto aos meus.Aquilo era tão real.Tão real.

Eu era a pessoa mais feliz do mundo,naqueles instantes com ela.Não queria que aquele momento acabasse,realmente eu não queria.
Sentados numa praia,encostados numa pedra grande,agora somente com as mãos dadas,olhando o amanhecer se tornar pôr-do-sol.Algo estava estranho ali.

-Vamos vir aqui de novo amanha?-ela disse,recostada sobre meu ombro
-Com você,a qualquer lugar.

Um ultimo beijo foi dado.

Recostado na cama,mãos fechadas,abri os olhos.Agora eu sabia o porque do pôr-do-sol se tornar amanhecer tão rápido.Sonhei e não percebi.

Eu estava de volta ao mundo real,pasmo com o que acabei de presenciar.



Provei que você pode lembrar do começo de um sonho.Mas,analisando a situação e vendo que era somente algo da minha cabeça,não queria ter essa prova nas mãos.
(...)
-Você voltou-disse ela.



Créditos: Derek Keller.
pela parte: Ele.

Humildes e felizes

Os sinos da capela soavam, ao meio dia, mamãe no fogão à lenha fazendo o nosso almoço, papai na roça, lavorando, para nos dar o que comer. Eu e meus irmãos e irmãs, brincávamos no terreiro, eu como filho mais velho cuidava de todos, especialmente de José, o filho caçula de qual era deficiente, vivia em uma caixa velha, não conseguia andar e nem falar.

Mamãe todos os dias nos chamava-nos para almoçar e se arrumar para ir pra escola, ela sempre quis que tivéssemos um futuro diferente do dela. Almoçávamos e nos arrumávamos, e íamos para escola, a escola muito distante de nossa casa, andávamos muito para chegar até ela.

Íamos quatro em uma bicicleta velha, eu guiando, levando os três. Um ia no guidão, outro no cano e outro na garupa. Sempre chegávamos atrasado na escola, porque nossa casa era longe. Chegávamos quietos e atentos para todas as explicações da professora, éramos inteligentes, sempre os mais situados da classe, recebíamos elogios todos os dias, pois éramos aplicados e educados.

Mas a inveja dos outros alunos nos prejudicava, uns moravam na cidade, e não ligavam para escola, iam porque eram obrigados, bagunçavam e ainda por cima respondia mal a professora. Depois de todos os dias de aula voltávamos para casa, mais uma longa caminhada até lá. Íamos cantando e conversando sobre o dia de aula. E assim era a nossa simples e humilde vida, sempre tranqüila.

Chegávamos em casa e ajudávamos mamãe com algumas coisas, como a janta. Fazíamos nossas lições e jantávamos. Dormíamos cedo, pois não tinha nada para fazer, não tinha luz, só uma lamparina, não tinha televisão, somente uma radiola de papai. Antes de dormir papai cantava algumas musicas com seu violão velho, com as gordas esgotadas, e sua voz rouca, de tanto trabalhar. Assim éramos felizes, nunca passamos fome, e nem necessidades. E no outro dia acordávamos, brincávamos e íamos para escola, sempre a mesma coisa.

Em um dia normal, chegávamos da escola, quando deparamos com uma multidão de vizinhos em frente a nossa casa, viram-nos chegando, olhavam para nós com cara de dó. Ficamos sem entender nada, descemos da bicicleta e entramos para dentro de casa, chegamos perguntando de mamãe, e minha tia Maria, nos acolheu chorando, então perguntamos de papai, ai ela chorava mais. Nesse momento senti uma dor no peito, um sentimento de solidão, sai correndo dos braços de minha tia e fui ate o quarto. Chegando lá encontrei mamãe e papai deitados na cama, ensangüentados.

Me desesperei, gritei, chorei, não me controlei, fui correndo abraçar os dois, chamando-os, “ PAPAI, MAMÃE, ACORDEM POR FAVOR!” mas já era tarde demais, e vi que nenhum dos dois estavam mais vivos, sai correndo pro terreiro, e meus irmãos veio atrás de mim, e me perguntavam o que estava acontecendo, eu como filho mais velho, não queria deixar eles desesperados, mais do que estavam, fui falando calmamente, chorando: “ Papai e mamãe, não estão mais conosco!” Minha irmã Mariana, a segunda mais velha, um ano mais nova que eu, começou a chorar, desesperada, ela saiu correndo para o quarto, chegando lá desmaiou quando viu aquela cena chocante, levaram ela para fora, e nós fomos ate ela.

Logo depois chegou um doutor, senhor Silva, veio nos consolar. E nos levou para sua casa. Não éramos mais felizes, pois não tínhamos mais mãe e pais. Mas senhor Silva nos acolheu super bem, com sua esposa Judite. Eles passaram a ser a nossa família, ficaram felizes também, já que Judite não podia ter filhos.

Vivemos ali por muitos anos, ate que nos formamos: Mariana virou professora, Flavio dentista, Raimundo Médico e Eu jornalista. José mora com eles até hoje, pois ainda precisa de cuidados. Agradecemos todos os dias a Deus por ter colocado senhor Silva e Judite em nossas vidas, eles tamparam o buraco que mamãe e papai, deixaram em nossos corações.

Até hoje não sabemos certo, o que aconteceu com papai e mamãe naquela tarde. Alguns dizem que foram ladrões, mas não levaram nada. Outros dizem que papai matou mamãe e depois se matou, mas não faz sentido, pois eram muito unidos, dificilmente brigavam. Ainda corremos atrás da verdade.

Este texto foi escrito por:
Orlando Augusto Munhoz Pereira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Falso Rei

Houve um tempo em que eu era rei, era rei sim.
Porque ninguém sabia a verdade.
Eu chorava, ninguém via.
Todos os sentimentos estavam escondidos na nuvem mais afastada, na escuridão.
Tudo é melhor, quando eles pensam que você não sente dor.
Todo poderoso, eles gritavam.
E eu, não demonstravam nenhuma comoção.
É bem mais fácil, muito fácil.
As pessoas se ajoelhavam aos meus pés, com medo de perderem, porque elas sabiam, que eu nunca, nunca daria meu “braço a torcer”. Nunca voltaria atrás.
Eu sempre senti, eu sempre liguei, eu sempre me machuquei, eu sempre chorei.

E aquele raiozinho de luz veio incidindo pequenas partes do meu meio.
Estava tudo indo bem, se ela não fosse tão... Bobinha.
Na noite, o segredo veio à tona.
Ela enxugou o fundo da minha alma, a lágrima mais obscura que eu derramava.
Eu lhe ofereci, tirei meu coração e pus em suas mãos, lhe ofereci tudo.
Sei que ela não queria me ferir, tão doce...
Mas, eu não me importava, continuava atacando-a.
Era só por fora, pensei que ela seria como os outros.
Ela segurou minha mão e partiu.
Depois, formou uma revolução, mostrou a todos o rei que eu era:
Rei da farsa, rei da escuridão, rei do frio. VIVA! Eles gritavam...

Houve um tempo em que eu era rei...
Era tudo melhor quando eles não sabiam da dor
Cadê a autoridade agora?

Ela não pode ser minha, minhas trevas foram mais fortes.
Eu choro na escuridão, só, quando lembro de que ela não pode ser minha.
Tão bobinha, tão bobinha...

Todo poderoso. Eles gritavam, e agora?
Pedi desculpas é tão difícil comparado a dizer mentiras...
É tão complicado saber, que ela pode seguir sem mim...
Eu sempre senti, eu sempre liguei, eu sempre me machuquei, eu sempre chorei.
Mas, pedi desculpas é tão complicado comparado a dizer mentiras...
E eu não faria isso, porque sou o falso rei.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Site Brasileiro de Tradução de mangá...

... Tem seus projetos parados.
Bem como você que acompanha o blog sabe muito bem do meu chilique por causa do site One mangá ( graças a Deus deu tempo de salvar os mangás que eu gostava no pc).
Bem vou passar esse desespero novamente, um grupo que traduzia os principais mangás que eu tenho conhecimento de suas atividades canceladas. Não se sabe se o site dele vão para de fornecer a leitura on-line dos mangás.
Bem aqui esta um pouco do esclarecimento de uma das pessoas do grupo
oa noite. Hoje não tem mangá algum, só uns esclarecimentos. Bom, como já dá pra perceber o Kousen parou de lançar Bleach, Berserk, Hunter x Hunter e Naruto, mas ao contrário das suas esperanças não iremos voltar. Como? Por quê? Jura? Nós estamos cancelando os projetos licenciados no Brasil.
Os produtores de mangás já se mostraram frustrados com o nosso trabalho (não do Kousen em específico), mas sim dos Scanlators em geral. Uma hora ou outra isso vai chegar aqui no Brasil e nós tomamos esta decisão enquanto o Kousen está no auge de sua extensa trajetória. Este mês de agosto o Kousen Mangás completa 7 anos de trabalho, capítulo 500 de Naruto lançados, FullMetal Alchemist completo, títulos como Berserk, Pastel, Hikaru no Go, Bleach popularizados no Brasil, muitos usuários discutindo no orkut, fórum, seguidores no twitter e MUITAS visitas ao site (contando desde janeiro de 2007, estamos próximos das 20 milhões de visitas).

Bem... Infelizmente isso esta acontendo não vou utilizar as mesma justificativas. Basta ler o outro post do cancelamento do One mangá para saber como estou ainda mais frustrada!